quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu queria




Queria que o fim de semana fosse mais longo
Queria que a noite embalasse meu sono
Queria que minha vida fosse o meu sonho
Queria afastar esse medo medonho

Queria acordar com você ao meu lado
Queria que você sentisse o quanto é amado
Queria o calor de um dia ensolarado
Queria voar num cavalo alado

Queria...queria... queria...
De tantas maneiras sonhei que te queria
Mas um dia toda paixão que eu sentia
Desfez-se como um tecido que desfia
E você nem percebia...

Bruniele Souza
10/11/2008

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lágrimas e poesia


Faz tanto tempo que não escrevia mais
Que passei a sentir meu corpo gemer
A minha alma não aguenta calar-se demais
Minhas lágrimas passaram a expressar esse dizer

É que às vezes, a gente não tem tempo
Nem pra rir, nem pra chorar...
Nem para esquecer um lamento
Portanto, hoje resolvi me lançar
De corpo e alma, num só momento

Me lancei no oceano da minha melancolia
Para chorar o mesmo gemido de sempre
Desfolhando meu coração em agonia
Planta seca, sem valor, sem cor

Não consigo conter o choro que desce com força
Que vem em soluços violentos sem controle
Tomando minha repiração de uma maneira cruel
Não consigo ver o azul do céu

O mundo está embaçado em minha visão
Esqueço onde estou, se nas nuvens ou no chão
Quando nem as noites e nem os dias
Conseguem dar conta da minha poesia
Despenco-me em versos, em rimas
O retrato da minha melancolia

Bruniele Souza
10/11/2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Foi só uma brisa



Foi só uma brisa
Que beijando minha pele
Arrepiou meu coração
Foi só uma brisa
Que acarinhando meus cabelos
Sussurrou uma canção

Soprando, levando, trazendo e deixando...
Quando a brisa vem nada fica no lugar
O toque do céu no mar
As ondas dançando
Meus olhos embalando a luz do luar
Luz e brisa, céu e mar
Minha canção de ninar
Meu barco a deriva
Eu vivo a sonhar


Bruniele Souza
20/10/2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Infinito


O mundo inteiro cabe dentro de mim
Mas nem se eu tentasse caberia no mundo
Fiz de mim um buraco escuro e profundo
Para além da vida, um mistério sem fim

Sinto que não conheço nem fim, nem começo
Meu caminho é incerto e tão fácil o tropeço
A força costuma em fraqueza fazer-me viril
Fazendo dos meus passos canções de vinil

Sou feito de nada... sou nada e pó
Mas posso guardar tudo de uma vez só
Embora eu saiba que nada guardo para sempre
Desprender-me delas faz tudo ser diferente

Bruniele Souza
12/10/2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uns escritos



Teus olhos em meus olhos
Te vejo viver...
Tua boca em minha boca
Me vejo morrer...

Indo e vindo... brincando com o vento
Voltando e trazendo a todo momento
Dedilhando os acordes em meu pensamento

Não te tenho, não és meu...
Mas finjo que és encantamento 
Só você e eu...
Fazendo do destino eterno momento

Me calo e disfarço a dor quando você se vai
Eu corro pra longe... só você me atrai
Vivo tão distante do que me satisfaz
Minha alma esquece de mim... se vai

Bruniele Souza
04/10/2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Resto



Há algo que em mim é falta...
Há algo que em ti é resto
Minha alma não se farta
Pouco tempo já me resta
Num sentido que me arrasta
Vem como um resto de uma resta

Resto que sinto em nada
O nada  sempre em mim...
Pouco é o que me resta
Sinto em ti a minha falta
E eu não consigo entender
Só me resta pra mim viver
Mas sinto falta de te querer

Bruniele Souza
30/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quando a gente quer amar




Já experimentei a deslealdade...
Sinti minha vida como um deserto
Não sabia mais o que era o certo
Só conseguia ver miragem nesta vã realidade

O que resta ao viajante se já está cansado?
Quando a razão é aceitar calado
O coração dói engasgando as veias
A mentira ilude como canto de sereias

Lá no fundo do mar onde eu fui parar
Não tive tempo no momento de pensar
Esqueci que quando a gente quer amar
A primeira coisa que se aprende é perdoar

Bruniele Souza
23/09/2011