sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Cereja
Eu só quis me encontrar
Com esta tua pele fresca
Que passa por meus olhos
Que passa por meus braços
Dedos que tocam mil pedaços
E devoram carne e ossos
Me abraça e beija
Me faz um carinho que seja
Que eu fico vermelha cereja
Bruniele Souza
27/09/2013
domingo, 28 de julho de 2013
Diz-farsa
Um pedaço de tarde
Com gosto de giz
Escrevendo verdades
Torcendo o nariz
Me dói a dor, me mói o amor
Meu coração chora
Enquanto minha face
Em um rubor cor de flor
Se diz-farsa sem demora
Pintando o incolor
Bruniele Souza
28/07/2013
sábado, 30 de março de 2013
Carinhoso
Teu cheiro ficou em mim
E nossas lembranças não param de ir e vir
Sim... Você é exatamente como eu imagino...
Quando eu te chamo em meu pensamento
De repente, te vejo em meu infinito sem fim
Eu me perco quando te encontro
Desencontrando meus anseios tão regrados
Querendo me perder no calor do teu abraço
Não consigo fugir, você me envolve completamente
Estou apaixonada de um jeito tão carente
Adoro ser embalada no teu paladar de palavras adocicadas
Doce que me embriaga me deixando sem quaisquer amarras
Então eu fico errante
O bastante para amar sem rumo...
Eu só quero a todo instante
Ser em tua agitação constante
O teu porto seguro
Bruniele Souza
30/03/2013
Paixão, doce paixão...
Eu vivo pensando em estar do lado esquerdo do teu peito
Fazendo da tua arte, o meu amor perfeito
E como disfarçar? Meu olhar já é suspeito
Eu amo, mesmo sem falar, todo este teu jeito
Sim... Foi nosso encontro repentino...
Encontrei-me nos teus olhos com todo meu destino
Enquanto você me olhava de um jeito tão cretino
Me embalavas em teu sonhos com teu jeito de menino
A paixão veio doce, viciante, envolvente...
Flamejante, destratante,rastejante e incoerente
És o vilão cruel em filme de donzela inocente
Paixão doce, cheiro de fel com gosto de ti ardente
Bruniele Souza
30/03/2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
(DES)controlando
Liga, desliga, liga, desliga...
Por que não desliga, desliga, liga, desliga?
Sim! Não! Sim! Não!
Por que não? Por que sim?
Porquês... Por que me querem tanto assim?
Nesse controle descontrolado
Eu sobrevivo longe de mim
Eu não te quero, querendo...
Me desespero dizendo
Vá embora! Fique aqui!
Não sei se fico... vou ser feliz...
O que importa? Estou aqui
Vivendo, agora, perto de mim
Se eu for embora, eu já morri.
Bruniele Souza
25/02/2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Olhos Inquietos
Esses teus olhos inquietos...
Chamam-me, agarram-me
Sim, me atraem desesperadamente
Não me deixe perdê-los de vista
Eu amo estes olhos
Exatamente como os imagino
Dia após dia...
Esses teus olhos inquietos...
Sedutores e penetrantes
Guardam a tua história
Eles são a janela de tua alma
Não me apague do seu pensamento
Não feche os olhos para mim
Esses teus olhos inquietos...
Demandam-me um olhar atento
Sim, estou desesperadamente atraída
Por favor, não se afaste de mim
Você conhece todos os meus segredos
Deixe-me desvendar os seus
Dia após dia...
Esses teus olhos inquietos...
São meus espelhos em ti
Sutilmente desenham tua história
Em traços desatentos
Desalentos e memórias
Aventuras, paixões...
Teu mundo é sem fim
Bruniele Souza
20/02/2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sonhando
Estou sonhando, mas não te conto
Que em meu coração eu fiz meu canto
No preto e no branco
No ponto do pranto
Já entrei neste barco
Uma estrela eu marco
No céu que me lanço
Nas nuvens eu danço
De medo me parto
Mas só do balanço
Do mar do fracasso
Nem olho pra baixo
Pois é lá embaixo
Que eu paro meu canto
Bruniele Souza
08/01/2013
terça-feira, 18 de setembro de 2012
A dor
Está doendo aqui dentro
Mas não posso calar essa dor
Não posso fazê-la cessar
Não posso acariciar nem beijar
Nem poderia cantar uma canção de ninar
Não posso espantar o seu medo
Minha dor é desejo que não tem lugar
Nem aqui, nem em você, nem lá
A dor está em mim...
Mas eu não sei onde ela está
Bruniele Souza
18/09/2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Cri(ATIVA)
Tudo vem como uma avalanche
Em minha mente...
Ideias explodindo de repente
Parece que tem voz própria e grita
"Não me tranque!"
Mal posso suportar minhas mãos
Meus dedos e meu coração
Uma insana loucura de sãos
Que transforma poesia em canção
Pego pedaços de nuvens
E junto com teu perfume
Tracejo teus carinhos pra mim
Desenho sob este finito sem fim
Este finito breve... tão breve...
Que não me cabe
Mas como é leve...
Voa, soa, flui...
E crescendo diminui
E quando me perco em mim
Tudo já se foi ou está indo embora
Correndo sem demora
Levando o início e deixando o fim
Bruniele Souza
05/09/2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
A(À) Venda
É que eu sempre tive medo...
De descobrir um mundo diferente
Olhar para toda aquela gente
E fingir não sentir medo
Preferia não ver o mundo
Com os olhos da minha razão
Isto deixou-me às cegas...
Como ardeu meu coração
Meus olhos preferem as sombras da paixão
É no escuro que me perco na ilusão
Mas eis que chega a hora de tirar do olho a venda
Vou deixar a venda à venda pra o meu pobre coração
Bruniele Souza
26/06/2012
"O amor é como as rosas,
Cada pétala uma ilusão, cada espinho uma realidade!
Priscila Julieta
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Desejo de ser
Entre o real e o simbólico
Lá vamos nós...
Tentando atravessar o espelho da existência
Rumo ao possível, porém mortal desejo de ser...
Bruniele Souza
24/05/2012
domingo, 6 de maio de 2012
Miragem do destino
Se fecho os olhos te vejo
Se eu os abro, desejo
Cruel é o pesadelo
Não faz questão nem apelo
Tento tocar na imagem
Me perco em tua paisagem
Você é minha miragem
Enquanto eu sou viagem
Destino é o fel da bagagem
Bruniele Souza
06/05/2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Certo ou Errado?
Sempre quis saber por que
Que o certo é pra se viver
E o errado deve morrer
Pra gente poder crescer
Quando quero fazer o certo
Sempre acabo fazendo o errado
Se sigo um caminho errado
Acabo por descobrir o certo
Só queria mesmo saber
Quem foi que primeiro errou
Pra dizer que o certo é certo
E o errado é enganador
Se o certo já foi errado
E o errado agora é certo
É errado seguir o certo
Ou é certo seguir o errado?
Se foi errando que acertei
Foi no erro que eu mudei
Por certo eu encontrei
O erro que já deixei
Foi então que eu entendi
Às vezes preciso errar
Pelo meu erro seguir
Pra o certo encontrar
O certo nasceu do errado
E o errado viveu do certo
Por certo morreu calado
O errado sem o certo
Pra ser certo sem ser errado
O errado precisa do certo
Os dois são um só dado
Pra aquele que é esperto
Bruniele Souza
16/04/2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Desejo
Eu quis ser desejo no teu olhar
E naquela boca sabor de mar
Feitiço cruel pra me encantar
Mistério perfeito pra se amar
Minha paixão é perigo...
Loucura, descontrole, castigo...
Meu coração é mendigo
Só queria você aqui comigo
Abraçando meu corpo a se derreter
Morrendo em mim de tanto viver
Se vivo morrendo por te querer
Eu quero ser forte só pra te ter
Bruniele Souza
05/03/2012
"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
Mário Quintana
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Muito além...
Mais importante do que sonhar é viver
Melhor do que desistir é querer ser
E não ter medo de sofrer
Diante dos tantos caminhos, um escolher
Se a vida é mistério...a morte vai me contar
Não há um cemitério que não deixou de falar
Que todo tempo é um minério
De tudo em mim quer minar
Eu não tenho muito tempo
É o tempo que muito me tem
Às vezes eu tenho medo
Que ele me rejeite também
Mas eu não preciso ser infinito
Tenho que ser o seu muito além
Bruniele Souza
10/02/2012
O que eu preciso não é tudo aquilo que me falta, mas é o que costuma me preencher.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Reciprocidade
Esse teu rosto esculpido pelo mistério
Dispensa as palavras que dizem tão pouco
O silêncio é o templo do teu império
Que em teu falar, o vazio é meu todo
Teus olhos... espelhos de mim
Vejo minha face em tua alma sem fim
No frio, o teu abraço, o infinito e o céu a sós
Um laço, duas vidas num penhasco, fez-se a nós
Bruniele Souza
02/02/2012
"A amizade é um amor que nunca morre."
Mário Quintana
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Alma faminta
Ando a procura de algo que não sei
E quero a todo instante abraçar o mundo
Não este, mas aquele que criei
Uma ilusão de meu coração morimbundo
Desejo voraz que me consome por inteiro
Sinto que por isso vivo e, eis que morro ligeiro
Minha pureza de vida em desejos sem pudores
Deseja embriagar meu anseio em teus amores
Bruniele Souza
17/01/2012
"Estamos com fome de amor..."
Arnaldo Jabor
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
A vida na Pós-Modernidade
Eles fingem que o tempo não passa
E andam tropeçando na dor humana
Naquele andar indiferente que nem disfarça
Pois o olhar ainda é o mesmo e não engana
Por onde a vida passa a velhice é negada
E a lágrima que risca o choro se desgasta
No luto pelo tempo que cansado e veloz
Decidiu ir embora para bem longe de nós
Amar sem responsabilidade
Usar só por querer... Gostar só por vontade...
Corpos que se vendem pelo valor de beijos
Prazer que só se medem por desejos
Sozinhos, eles caminham juntos
Cada um decidiu levar seu jugo
Quando nada parece valer a pena
Assassinam a vida pequena
Indefesa... não tem que a ajude
Mas onde estará a verdade?
Ela se escondeu por debaixo das faces?
Cobriu-se sob a farça desta realidade
Onde estamos fadados a imitar sem liberdade
Tudo flui...igual a água que se deixa escorregar
Andando, correndo, em desespero, sem parar
Não há tempo a perder ou a ganhar
Há o hoje... o amanhã, talvez não virá
Bruniele Souza
28/12/2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Uma vida
Como explicar onde ela está...
Às vezes sinto como se fosse o ar
Que invadindo meu corpo, o deixa tão solto
Suspiros de menina, sonhos num só sopro
É como se estivesse no coração
Naquele palpitar pacientemente impaciente
O batuque de uma vida em mim tão vivente
Que retoca o embalo de minha emoção
A vida invade minha mente
Numa vontade de ser e deixar de ser
Na lágrima do choro de quem nasce
No lamento de quem vive na beira-morte
Entregue sem reservas à propria sorte
Aquele vento, aquele monte, aquele mar
Naquele dia, só minha vida a vagar
Sofrendo a morte de uma vida devagar
Rogando a sorte de numa só vida, poder amar
Bruniele Souza
22/12/2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Beleza
Por trás do espelho escondido
Nas paredes de um coração ferido
Os olhos não queriam enxergar
Aquela beleza se esvaía pelo ar
Nem a foto reformada
Nem o vestido ou a pele perfumada
Nem o sapato caro, o cabelo comprido
Nem o glamour do seu caminhar
Nada faria tudo voltar
A beleza não queria mais estar lá
Rejeitou ser seduzida só por prazer
Pela velha monotonia de fingir ser
Ia embora sem vontade de voltar
Se enganou por muito tempo
Deixou-se levar pela ilusão do vento
A beleza não se pode cultivar
Sem que a tenhamos por dentro
Bruniele Souza
13/12/2011
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